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Mais um ano de vagas evaporadas na região

Empregos 24 de janeiro de 2017

Pelo terceiro ano consecutivo, o mercado de trabalho da Região Metropolitana de Campinas registrou cortes de empregos com carteira assinada. Em 2016, 30.462 postos de trabalho foram eliminados por empregadores da região. O resultado foi ruim, mas melhor do que os 39.621 cortes registrados em 2015. Apesar da redução do ritmo de perda de empregos, os números traduzem o momento crítico vivido pelos trabalhadores.
Mais uma vez, foi a indústria que liderou os cortes na região. De acordo com estudo da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o segmento contabilizou 11.789 desligamentos. O segundo lugar ficou com Serviços, que demitiu 9.639 trabalhadores. Construção vem em seguida, com 4.269 cortes, enquanto o Comércio perdeu 3.958 vagas. A Administração Pública também reduziu o quadro em 733 pessoas. Apenas o Agronegócio fechou o ano passado no azul, com a geração de 283 postos.
O coordenador do Departamento de Economia da Acic, Laerte Martins, afirmou que as demissões foram generalizadas por todos os setores e mostrou que a crise econômica jogou no fundo do poço o mercado de trabalho brasileiro. “Os empresários fizeram fortes ajustes na mão de obra nos anos de 2015 e 2016. Apesar de o ritmo dos cortes ter sido reduzido no ano passado, isso ainda significou a perda de milhares de postos de trabalho na RMC. Os números mostram uma queda de 23,12% na quantidade de cortes de postos de trabalho com carteira assinada no ano passado”, disse.
Ele comentou que a freada nos desligamentos não foi gerada por uma melhora da economia, mas sim porque o ajuste foi muito forte em 2015. “A região não apresentou abertura de novas oportunidades de trabalho – ao contrário, continuou a perdê-los. E agora em 2017 a situação deve continuar complicada pelo menos no primeiro semestre. A expectativa é de uma pequena melhora na segunda metade do ano. Mas o estoque de desempregados estará muito elevado e vai demorar para o mercado absorver toda a mão de obra que perdeu o emprego com a crise”, analisou.
O economista afirmou que desde 2014 a região vem amargando eliminação de empregos com carteira assinada. “Em 2014, foram 2.334 postos fechados. Em 2015, foram 39.621 demissões. No ano passado, 30.462 cortes. Por outro lado, o recorde na geração foi em 2010, quando a região criou 60.083 empregos com carteira assinada. Naquele ano, Campinas foi responsável por 30.462 novos empregos formais criados. O cenário hoje é bem diferente. Em apenas dois anos, perdemos mais do que os 60 mil gerados em 2010. A situação é muito crítica. A taxa de desemprego está em dois dígitos”, comentou.
Martins disse que em dezembro foram demitidas 12.024 pessoas na RMC. “No mesmo mês de Em 2015, foram 17.379 cortes, uma queda de 30,81%”. Ele apontou que em Campinas o cenário foi pior do que na RMC. No acumulado de janeiro a dezembro de 2016, foram eliminados 14.905 postos formais. Em 2015, o saldo foi de 15.694 dispensas. A diminuição foi de 5%. Em dezembro passado, foram demitidas 3.488 pessoas. No ano anterior, o saldo foi de 5.443 dispensas de trabalhadores com registro em carteira.
“Campinas vem sofrendo com o desemprego. A cidade é responsável por quase metade das demissões na RMC. O setor de Serviços foi o que mais demitiu com um total de 8.237 dispensas. O aumento em relação a 2015 foi de 73,48% com 4.748 cortes. O segundo pior desempenho foi o do Comércio, com 2.908 vagas perdidas. O terceiro foi a Construção Civil, com 2.064 demissões”, disse.

Procura de trabalho!

A coordenadora do Centro Público de Atendimento ao Trabalhador (Cpat), Silvia Helena Duenha Garcia, afirmou que o movimento é grande na agência pública de emprego neste início de ano. “O volume de vagas está menor, mas as recolocações dos trabalhadores no mercado está maior do que em 2015. Em 2016, foram 83 recolocações em janeiro. Neste ano, já são 139 pessoas contratadas”, comentou. Ela salientou que as pessoas que buscam por uma nova oportunidade de trabalho também são encaminhadas para outros serviços prestados pelo Cpat como a economia solidária que tem ações de geração de renda.
No Brasil, foram 1,3 milhão a menos
O Brasil perdeu 1.321.994 postos de trabalho no ano passado, reduzindo o estoque de vagas formais em 3,33%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho.
Apenas em dezembro, foram 462.366 vagas a menos no País – um pouco menos que o registrado em novembro (1,19%), mas ainda mantendo a tendência de mais demissões que contratações no mercado de trabalho.
A série histórica do Caged mostra que entre 2002 e 2016 ocorreram resultados negativos no número estoque de vagas formais apenas em 2015 e 2016. A maior geração de empregos no período foi em 2010, quando 2.223.597 postos de trabalho foram criados. Os anos seguintes também apresentaram resultados positivos, embora decrescentes. Todos os oito setores de atividade econômica avaliados sofreram queda no nível de emprego. O setor de Serviços teve a maior redução do estoque de vagas em termos absolutos, com 157,6 mil postos a menos.
O setor Indústria de Transformação perdeu 130,6 mil vagas. A maior queda percentual foi na Construção Civil, com 82,5 mil postos de trabalho fechados, o que representa um encolhimento de 3,47% do setor. O segundo maior recuo foi na Agricultura, com 48,2 mil vagas a menos. O Caged mostrou também que o salário médio de admissão em 2016 caiu 1,09% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de R$ 1.389,19 para R$ 1.374,12. (Agência Brasil)

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