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Reitor admite preocupação com queda da Unicamp no ranking das melhores do mundo diante de cortes na educação

Notícias 20 de junho de 2019


Última edição do QS University Ranking 2020 alerta para queda no desempenho das instituições do Brasil. Estudo aponta prejuízo para pesquisas acadêmicas; Marcelo Knobel diz que nenhuma pesquisa foi descontinuada, apesar de cortes na Capes. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, se diz preocupado com desempenho da universidade caso cortes continuem acontecendo.
Reprodução/EPTV
O desempenho da Unicamp frente a universidades pelo mundo é motivo de preocupação para o reitor da universidade, Marcelo Knobel. Além do cenário de cortes de verbas do governo federal por conta de contingenciamento na educação, o estudo internacional QS University Ranking 2020 traz o ranking das melhores e apontou que a instituição de Campinas (SP) perdeu posições.
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A pesquisa conta com 19 universidades brasileiras classificadas entre mil. A piora envolve a maioria delas em índices de qualidade, como empregabilidade de formandos, desempenho das pesquisas acadêmicas, nível de ensino e atratividade para estudantes e professores estrangeiros.
No caso da Unicamp, ela caiu dez posições, passando da 204ª para 214ª. Knobel avalia que não foi uma queda importante, considerando que outras universidades podem ter se destacado em alguns quesitos, e não necessariamente houve uma desqualificação da Unicamp. O estudo faz uma análise de cinco anos de dados.
“A pontuação da universidade praticamente não teve variação, as pesquisas foram bem executadas, às vezes foi uma pontuação em algum ano. […] O que pode ter acontecido é que as outras universidades tiveram pontuação para cima”, afirma o reitor.
“Esses índices em geral são valorizados, mas não refletem todas as características importantes das universidades. [A Unicamp] é uma das melhores universidades de pesquisas do país”.
Essa mudança sensível, no entanto, pode se tornar significativa nos próximos anos e em estudos futuros, diante do cenário atual de cortes na educação, que não fez parte da abrangência da pesquisa internacional divulgada esta semana.
“Acho que uma mudança efetiva ocorre a mais médio e longo prazo. Ela não vai ocorrer agora. Mas certamente há uma preocupação de que a queda no investimento possa refletir daqui a alguns anos em uma queda mais significativa”, explica Knobel.
O reitor ressalta que esta é uma questão que “vai afetar todas as universidades”, mas talvez no ranking daqui a dez ou 15 anos.
Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP)
Reprodução/EPTV
Cortes na Capes
A Unicamp teve este ano 57 bolsas de mestrado e doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) cortadas. Foram 40 recolhidas em maio – o anúncio era de 55, mas 15 foram repostas – e 17 no início de junho.
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Em relação aos primeiros cortes, se tratavam de bolsas que ainda não tinham sido direcionadas a alunos de pesquisas. O segundo episódio comprometeu 70% das bolsas do programa de Multimeios do Instituto de Artes e, segundo a universidade, “afetará fortemente a capacidade de recuperação deste programa”.
Segundo o reitor, ainda não há um reflexo direto nas pesquisas em andamento.
“Nenhuma pesquisa foi descontinuada, está normal. A gente tem se preocupado para manter esse ritmo estável para os próximos anos, por isso a gente precisa manter o investimento em ciência e tecnologia”, explica.
Para tal, a Unicamp vem buscando parcerias privadas. Sobre o contingenciamento no repasse para as universidades, segundo o Ministério da Educação (MEC), a arrecadação de impostos está menor do que o previsto e isso motivou a medida. No entanto o dinheiro pode voltar às universidades caso a arrecadação suba.
“Otimismo com relação ao funcionamento da universidade pública, e preocupação com o futuro, se houver mais cortes na universidade e em ciência e tecnologia”, completa.
Desempenho nacional na pesquisa
Das 19 instituições brasileiras do ranking mundial, 12 tiveram pontuação menor de citações de pesquisas. Ou seja, estudos publicados pelo mundo usaram menos vezes a produção científica do Brasil como referência. Além disso, o número de alunos estrangeiros caiu em 18 universidades, o que mostra que o país parece estar menos atrativo.
As turmas também estão maiores, já que a proporção de estudantes por professor cresceu em 15 instituições de ensino. Na interpretação do estudo, o Brasil não está conseguindo atender ao número crescente de matrículas.
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Source: Notícias de Campinas e Região

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