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Jovem observador registra ave rara no Araguaia (GO)

Notícias 20 de dezembro de 2019


Estevão Santos registrou as vocalizações características da espécie, conhecida como bate-pára. O jovem analisou as características morfológicas e o comportamento da espécie
Estevão Santos/VC no TG
Empenhado em realizar um censo de aves amazônicas do curso do médio Araguaia, no noroeste de Goiás, o jovem observador de aves Estevão Santos, de 14 anos, começou a aventura com “o pé direito”: registrou um bate-pára, ave cuja população é praticamente desconhecida no estado.
“Na minha primeira saída a campo para o levantamento de dados, durante uma amostragem de um trecho da floresta, tive essa grata surpresa. O encontro ocorreu por volta das 6h40, enquanto atravessávamos uma parte mais baixa e densa da mata”, conta Estevão, que identificou a ave através da vocalização.
“Estávamos observando um pica-pau-de-garganta-pintada quando, de longe, escutei o chamado característico do bate-pára. Imediatamente parei, tentei ouvir um pouco melhor, e confirmei a identificação”, lembra.
Em três dias, Estevão registrou 234 espécies de aves, sendo oito delas consideradas amazônicas ou associadas a ambientes amazônicos
Bate-pára mede entre 19 e 22 centímetros de comprimento e pesa até 45 gramas
Estevão Santos/VC no TG
Durante longos 20 minutos de observação o jovem pôde analisar as características morfológicas e o comportamento da espécie, com ajuda de um binóculo, além de fazer registros importantes para a ciência. “Documentei com um gravador e com um microfone todas as três vocalizações emitidas pela ave – chamado, canto e chamado de voo. Também fiz algumas fotos”, diz.
“Também observei o indivíduo forrageando o sub-bosque, à baixa e média altura, executando voos curtos e se alimentando de uma libélula, uma pequena larva e algo que me pareceu um pequeno anfíbio. Por vezes escolhia um poleiro horizontal, um pouco mais alto, e se punha a cantar, balançando a cauda para cima e para baixo”, detalha o jovem passarinheiro.
Além de enriquecer o acervo de informações e registros que Estevão já mantém, as mídias colaboram para o estudo sobre a espécie, que ainda é escasso na região.
Desconheço coletas históricas ou registros na literatura na região de Goiás. Por isso, não sabemos os verdadeiros riscos que a ave está correndo, muito menos seus aspectos biológicos
Mesmo com poucas informações científicas, os observadores já notam uma característica importante na área de ocorrência da espécie. “Não registramos nenhum outro indivíduo durante a campanha, mas essa ave tem sido cada vez mais observada no médio Araguaia, indicando que sua distribuição é provavelmente maior do que se imagina, e que ela adentre bastante o estado através do curso do rio”, completa Estevão, que comemora as observações feitas na região durante uma época do ano não muito favorável.
“Como é verão, e o índice de chuvas está muito baixo, o calor aumenta bastante e aquela região de solos arenosos tende a esquentar. Por isso, a atividade das aves geralmente diminui. Ou seja, tem menos espécies cantando e a observação fica um pouco mais difícil”, explica.
Source: Notícias de Campinas e Região

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