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Fã de rodeios, jovem do Gabão aprendeu a falar português com música sertaneja: 'No coração'

Notícias 21 de junho de 2019


Glen-Chancy Ella Mebiame se mudou para o Brasil há cinco anos e é apaixonado por festas do peão. Gabonês se aprimorou na língua ouvindo artistas como Chitãozinho e Xororó. Gabonês aprendeu a falar português ouvindo música sertaneja
Júlio Cesar Costa/G1
Grudado na grade que divide o público da arena, Glen-Chancy Ella Mebiame acompanha as provas de montarias na Festa do Peão de Americana (SP). O gabonês de 23 anos, que se mudou para o Brasil há cinco, é fã de rodeios. Morando na capital paulista, ele viaja o estado de São Paulo para participar de festas do segmento e a paixão já lhe rendeu uma herança: aprendeu a falar português ouvindo música sertaneja.
“O sertanejo realmente me ajudou bastante, porque o ritmo musical é bem mais lento e os cantores soletram num ritmo mais devagar em relação aos outros estilos musicais. Foi amor à primeira vista, me ajudou muito a estudar português e ficou no coração até hoje”, lembra.
Colônia francesa na África Central, o Gabão tem como língua nativa o francês. Segundo Glen, quando ele chegou ao Brasil até entendia português, mas aprendeu mesmo a falar a língua ouvindo artistas como Chitãozinho e Xoxoró, Victor e Léo e João Bosco e Vinícius.
A paixão pelos eventos já existia antes mesmo dele se mudar, mas, após conhecer de perto, se encantou também pelas músicas sertanejas. Em Americana com os amigos, Glen realiza mais um sonho do circuito de festas do peão. A maratona do estudante de farmácia inclusive já incluiu o maior rodeio do Brasil: Barretos.
“Já assistia rodeio na televisão, porque na Espanha também tem e passava no canal Ibérico lá no Gabão, mas rodeio do jeito que é feito aqui, só o Brasil tem. Eu adotei a cultura sertaneja. Nunca tinha conhecido o de Americana. Esse é um dos maiores do estado de São Paulo e, para mim, era um requisito mínimo que eu conhecesse”, conta.
‘Mais brasileiro’
Apaixonado pela cultura brasileira, ele levou um pouco do que conhece do Brasil para a África. Quando visita a família e os amigos no Gabão, Glen apresenta as músicas do momento.
“Eu sempre levei essa tradição comigo para lá e só ouvia sertanejo. Até as minhas irmãs mais novas, mesmo sem entender nada o que falavam as letras, gostavam muito do ritmo. Lá, as pessoas escutam sucessos americanos e música francesa, então, quando apresento para elas, acham interessantes essas músicas do Brasil”, explica o jovem.
Prestes a se formar na faculdade, o gabonês acredita que o sertanejo o ajuda a se tornar mais brasileiro, objetivo que batalha para alcançar desde que se mudou para o país. “Pretendo ficar aqui no Brasil, é um sonho mesmo. Minha mãe fala que eu já sou brasileiro, mas sinto que ainda estou aprendendo”, afirma.
Entre os artistas preferidos do gabonês, está a dupla Zé Neto e Cristiano. O jovem acredita que tem uma parcela de “culpa” pelo sucesso dos dois sertanejos. “Ano passado o álbum deles foi o melhor, mais vendido e mais ouvido no Spotify. Com certeza eu participei de 1%, pelo menos, disso tudo. Realmente, sou viciado em sertanejo e nas músicas deles”, brinca.
Muito além dos shows
Jogador de basquete pela universidade que estuda, o gabonês conta que admira atletas como os peões Silvano Alves e Adriano Moraes, ambos tricampeões mundiais pela Professional Bull Riders (PBR).
“Vi as montarias do Silvano aqui e gostei. Sou fã dos dois atletas. Acho que tem que ter muita coragem. Eu não arriscaria, o touro é muito forte e meu ombro não aguenta”, revela.
Glen-Chancy Ella Mebiame é fã de rodeios
Júlio Cesar Costa/G1
Confira tudo sobre a festa na página especial
Source: Notícias de Campinas e Região

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