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Criança em Mogi Mirim espera solução após negativas para ir a hospitais com UTI pediátrica

Notícias 24 de junho de 2019


Nicolly, de 6 anos, precisa fazer cirurgia de válvula anti-refluxo e Santa Casa admite risco de morte. HC da Unicamp diz que caso não é de urgência e Hospital em Ribeirão alega superlotação. Menina de 6 anos está internada na Santa Casa de Mogi Mirim
Uma criança de 6 anos internada desde 29 de maio na Santa Casa de Mogi Mirim (SP) espera por uma solução após ter transferência a hospitais maiores para realizar uma cirurgia e ser colocada em UTI pediátrica negados. Ela tem vários problemas de saúde e a unidade admite risco de morte.
Nicolly tem convulsões frequentes e vomita várias vezes por dia e parte vai ao sistema respiratório e provoca pneumonias. Em 2018, ela passou por uma cirurgia para receber uma sonda que envia o alimento diretamente para o estômago, mas o equipamento venceu e se rompeu. A Santa Casa providenciou uma alternativa, mas o material ainda precisa ser trocado.
“Ela precisa fazer a troca da sonda. Atualmente está com uma provisória”, conta o pai da menina, Maycon Camargo.
Após uma endoscopia, a menina também foi diagnosticada com hérnia de hiato – quando o estômago escapa pela abertura do esôfago. Isso provoca dores e refluxo.
Menina de 6 anos está internada na Santa Casa de Mogi Mirim
Reprodução / EPTV
Impasse
O pai de Nicolly destacou que foram feitos pedidos de transferência ao Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP), e ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). Todos rejeitados.
Na solicitação feita em 30 de maio, um médico da Santa Casa relata que a menina precisa fazer uma cirurgia de válvula anti-refluxo com urgência e há necessidade de uma UTI pediátrica para o período pós-operatório.
“Na região não tem, e os hospitais que têm negaram. Falaram que não tem vaga”, explica Camargo.
Maycon Camargo, pai da paciente Nicolly
Reprodução / EPTV
Classificação
No documento da Central de Regulação de Urgências, da Secretaria Estadual de Saúde, o HC da Unicamp negou urgência para o procedimento e indicou que ela fosse agendada.
“Minha filha teve dez episódios de pneumonia. Como que não é urgente?”, relata o pai da menina indignado. Ele perdeu o emprego para cuidar da criança e relata angústia com a situação.
“É muito revoltante ver uma criança de 6 anos, uma criança especial, sofrer em um leito de hospital e você ver a criança chorando, você sofre junto”, destaca.
O que será feito?
A Santa Casa de Mogi Mirim destacou que avalia o caso como urgência porque a menina pode morrer por infecção ou asfixia. Ela chegou a ser encaminhada para avaliação no Instituto da Criança da Universidade de São Paulo (USP), mas voltou para aguardar o procedimento.
O HC de Ribeirão Preto alegou que não pode atender a paciente por causa da superlotação.
Já o Hospital da Unicamp alegou que o caso não é de urgência, por tratar-se de um procedimento de média complexidade, e que ele precisa ser avaliado por equipe especializada da unidade. Além disso, reiterou que os leitos estavam lotados nos dias em que houve contato.
A Secretaria de Saúde do estado informou que a cirurgia tem caráter eletivo e, por isso, deve ser programada pela unidade onde a menina está internada.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Source: Notícias de Campinas e Região

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