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Brasil é 'casa' para 22 espécies de corujas

Notícias 27 de junho de 2019


Habitat, comportamentos e presas se distinguem entre as aves; preconceito e crendices são ameaças antigas. Maior coruja das Américas, jacurutu tem o nome associado ao canto
Ivan Cesar/VC no TG
Das 1.919 espécies de aves que ocorrem no Brasil, um grupo seleto de rapinantes se destaca: as corujas.
Tidas como “rainhas da noite”, graças aos hábitos principalmente noturnos, as aves ocorrem em todos os biomas do País, variando entre florestas densas da Amazônia e Mata Atlântica até áreas abertas, campos e restingas.
O mocho-dos-banhados caça durante o dia e à noite com voos rasantes
Estevão Santos/VC no TG
Além da área de ocorrência, as 22 espécies também se distinguem pelos hábitos alimentares, tamanho e comportamento. No time das “populares”, por exemplo, estão as buraqueiras – de hábitos diurnos, as suindaras e as corujinhas-do-mato, famosas em centros urbanos e facilmente observadas por admiradores da natureza.
Entre as mais “tímidas”, porém, destacam-se a coruja-preta e a caburé-acanelado. Essa, conhecida por ser uma espécie fantasma, é extremamente rara e difícil de ser observada.
Caburé-acanelado é ave discreta, raramente observada na mata
Thiago Tolêdo/VC no TG
Exclusivas
Os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, banhados por Mata Atlântica, abrigam 17 espécies de corujas. A variedade de rapinantes também é característica do Sudeste, casa para 16 delas.
Dessas, cinco são endêmicas do segundo maior bioma do País: caburé-miudinho, corujinha-sapo, coruja-listrada e murucututu-de-barriga-amarela. Na lista consta ainda o caburé-de-pernambuco, descrito em 2002 e declarado extinto na natureza em 2014.
Na região Amazônica, quatro rapinantes se fazem exclusivos. Caburé-da-amazônia, corujinha-orelhuda, corujinha-relógio e corujinha-de-roraima compõem a lista de endemismos.
Com até 14 centímetros o caburé-miudinho é uma das menores corujas
Ivan Cesar/VC no TG
Tamanho não é documento
As diferenças entre as corujas brasileiras são grandes quando o assunto é porte físico. Opções não faltam: é possível observar espécies que pesam 60 gramas, como o caburé-miudinho, até rapinantes de dois quilos, como o jacurutu.
Para manter o “manequim”, as dietas também são bem diferentes: enquanto as pequenas caburés capturam insetos como gafanhotos, besouros e baratas, a poderosa jacurutu caça mamíferos de pequeno porte como lebres, ratões e gambás.
Morcegos, patos, gansos, garças e aves de rapina de médio porte, inclusive outras corujas, também fazem parte do “cardápio” da espécie, considerada a maior coruja do Brasil.
Coruja-buraqueira é a coruja mais “popular” entre as espécies do Brasil
Dirceu Martins/ TG
Olhos e ouvidos atentos
Conhecidas pelos olhos grandes, as corujas têm visão sensível para perceber pequenas presas na escuridão. Mas a caça depende de outras duas características importantes: a audição, capaz de captar pequenos ruídos a longas distâncias, e as penas macias e serrilhadas, que permitem um voo silencioso para surpreender as presas.
Mocho-dos-banhados tem máscara escura que contorna os olhos
Norton Santos/VC no TG
Preconceito x conservação
A destruição do habitat, desmatamento e poluição ameaçam grande parte da fauna brasileira, mas as corujas lidam com um problema ainda maior.
Vítimas de lendas, crendices, preconceitos e falta de informação, as espécies são capturadas e sacrificadas. Os hábitos noturnos, a vocalização e as habilidades para caçar vinculam as corujas às aves de mau agouro, azar, presságio de morte, magia e feitiçaria.
O problema é que as lendas saem dos livros e contos de ficção e incentivam as pessoas a perseguir e exterminar as aves.
Suindara também é conhecida por coruja-de-igreja
Carlos Alberto Coutinho
Source: Notícias de Campinas e Região

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