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Assalto em Viracopos: uma semana após ataque, PF mantém sigilo sobre investigações

Notícias 24 de outubro de 2019


Ninguém foi preso pelo crime que terminou com três suspeitos mortos, cinco pessoas feridas, armas de guerra apreendidas e dinheiro recuperado. Carro-forte é cercado por criminosos na pista do Aeroporto de Viracopos em Campinas
Reprodução/EPTV
Uma semana após o assalto a um carro-forte no Aeroporto de Viracopos que terminou com três criminosos mortos, cinco pessoas feridas, armas de guerra apreendidas e o dinheiro recuperado, nenhum suspeito pelo crime está preso. A Polícia Federal mantém sigilo sobre o caso, e informa que não há prazo para conclusão do inquérito.
Assalto em Viracopos: o que se sabe e o que falta saber
De acordo com o delegado da PF em Campinas, Edson Geraldo de Souza, os três homens presos pela Polícia Militar após denúncia anônima ainda não têm relação com o assalto confirmada. Na ocasião, os policiais localizaram uma metralhadora com o trio, e um deles apresentava ferimento a bala na perna.
“Esse trio foi preso por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. Quem nos apresentou com a informação de que estariam com suspeição de envolvimento foi a Polícia Militar. A PF em momento algum falou isso. No entanto, não descartamos essa hipótese, mas isso faz parte da investigação que corre sob sigilo”, diz Souza.
Irmão grava vídeo com mulher baleada após ser feita refém depois de assalto no Aeroporto de Viracopos, em Campinas
Reprodução/EPTV
Entre os feridos, a mulher atingida por um tiro após ser feita refém com um bebê de 10 meses segue internada em um hospital de Campinas, sem previsão de alta. No entanto, a vítima já deixou a UTI e se recupera no quarto.
Em vídeo feito pelo irmão dela, a mulher fala que está bem e que ganhou outra chance de viver. “Muito obrigado a todos que estão orando por mim. Graças a Deus eu estou bem. Deus, viva. E meu deu mais uma chance”.
Segurança
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que no dia do crime solicitou informações sobre a segurança do Aeroporto de Viracopos informou nesta quinta (24) que a “área responsável está em constante contato com o aeroporto” e que já recebeu a informação de que a concessionária está “enviando a documentação solicitada”. O prazo regulamentar é de 30 dias.
“Após o recebimento, a Anac analisa a documentação e procede com as medidas cabíveis, que envolvem inspeções e solicitação de mais informações para a conclusão do processo, que pode resultar em ajustes de conduta ou eventuais punições, se for o caso”, diz a nota.
Malotes de dinheiro e armas apreendidas pela Polícia Militar em um caminhão de lixo utilizado pelos criminosos que assaltaram Viracopos nesta quinta (17)
Polícia Militar/Baep/Divulgação
Questionada sobre eventuais mudanças de procedimentos após o assalto, a concessionária Aeroportos Brasil, que administra o terminal em Campinas, reforço que Viracopos “cumpre com todos os requisitos regulamentares de segurança previstos no setor e o acionamento de todos os procedimentos ocorreu imediatamente à invasão dos dois veículos com os criminosos por um dos portões de segurança.”
Segundo a concessionária, todos os procedimentos de segurança do aeroporto foram encaminhados à Anac e que a empresa “cumpre também com a realização de simulações e exercícios anuais em parceria com as forças policiais, buscando a validação dos procedimentos vigentes, conforme diretrizes das normas da Segurança da Aviação Civil Contra Atos de Interferência Ilícita.”
Ainda de acordo com a Aeroportos Brasil, a Polícia Federal aprovou, “por solicitação da concessionária e da Brinks, o uso de armamento ostensivo em área do Terminal de Carga, ainda que muito inferior ao usado pelos criminosos, o que contribuiu na reação ao crime”.
Assalto em Viracopos: Polícia Federal de Campinas investiga roubo no terminal de cargas
Marcello Carvalho/G1
Viracopos completa a nota questionando a abordagem do caso, que classifica como problema nacional de segurança pública.
“Preocupa o posicionamento de alguns setores que, em vez de abordar a grave questão da Segurança Pública e do combate do crime organizado, fez parecer que as empresas que sofreram a ação criminosa são responsáveis por supostas falhas de segurança”, diz o texto, que conclui:
“Qual empresa consegue enfrentar quadrilhas de posse de armamentos pesados de guerra? Vale lembrar que, no período de um ano e meio, as áreas restritas dos três maiores aeroportos de carga do Brasil (Galeão, Guarulhos e Viracopos) foram invadidas por criminosos fortemente armados, evidenciando que este é um problema nacional de Segurança Pública.”
Como foi o assalto em Viracopos
Betta Jaworski/G1
 
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Source: Notícias de Campinas e Região

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